
LUFE: a prova de que móveis sustentáveis não têm de ser um luxo
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A Fundação Calouste Gulbenkian vai financiar um projeto de alunos da Universidade de Coimbra com 1,4 milhões de euros, para o desenvolvimento da DyeLoop, uma nova tecnologia circular sustentável para tingir tecidos.
O projeto “Universidade de Coimbra – Tecnologias Circulares para o tingimento têxtil”, desenvolvido por alunos da Universidade de Coimbra vai receber um financiamento de 1,4 milhão de euros da Fundação Calouste Gulbenkian para desenvolver um equipamento que permite tingir tecidos de forma mais sustentável, reduzindo os consumos de água e energia.
Na prática, a equipa da DyeLoop vai usar os efluentes dos tingimentos, que contêm ainda uma carga orgânica de corantes muito elevada, concentrar esses corantes e reutilizá-los no tingimento de outras peças de roupa.
O coordenador da nova tecnologia, Jorge Pereira, salientou que, “neste processo, a água vai tendo menos carga orgânica e será mais facilmente tratada e reintroduzida no processo (de tingimento). (…) Estamos a pensar muito ambientalmente, mas também na sustentabilidade económica, já que estimativas conservadoras apontam para uma redução de custos de aproximadamente 50% no setor têxtil”, acrescentou.
A nível global, a indústria têxtil é atualmente responsável por 20% da poluição de água potável, pelo que o futuro equipamento pretende reduzir 50% dos custos de tratamento e reintroduzir 60 a 70% da água utilizada novamente no processo, refere a “Lusa”, citada pela “Sic Notícias”.

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